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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Qual é a diferença entre espumante, prosecco e Champagne?

VINHO NA VEIA


Você gosta de espumante? E de Prosecco? Que tal um Champagne?
Não pense que é a mesma coisa, porque você pode estar bebendo algo diferente do que esperava e nem vai entender porque.
Há diferenças sim e estamos falando basicamente de nomenclaturas, mas que representam o que tem dentro da garrafa, então é sempre bom saber para comprar (e beber) melhor.

Champagne é o espumante feito na França, na região de Champagne. O nome foi registrado e só pode ser utilizado para as bebidas produzidas por lá. É claro que o nome caiu no gosto popular e frequentemente vemos pessoas pedindo champagne, mas referindo-se a espumantes de outras regiões do mundo. Os Champagnes costuma (infelizmente) ser mais caros, mas também têm uma qualidade superior.

Prosecco é um espumante que é produzido na Itália, com a uva de mesmo nome. Ficou famoso aqui no Brasil por conta de aparições em novelas e reality shows. A uva prosecco tem aromas mais adocicados e na boca não tem acidez tão forte. É um espumante mais fácil de ser bebido. Há produtores que utilizam a mesma uva e colocam o nome de Prosecco, inclusive no Brasil, mas o verdadeiro Prosecco é só da Itália.

Espumante é todo vinho que é fermentado duas vezes. Ou seja, você pode chamar de espumante qualquer um, inclusive o Champagne, o Prosecco e outros, como Cava (espumante espanhol), Franciacorta (outro tipo de espumante italiano) e todos os brasileiros.

Pronto, agora você já pode até ajudar os amigos a escolher melhor.


Daniel Perches é publicitário e blogueiro. Tem um programa chamado Desafio ao Vinho e uma feira de vinhos chamada Encontro de Vinhos. Já fez vários cursos como o curso básico da ABS, WSET e também o curso de Sommelier da FISAR.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Os benefícios do vinho para a saúde.


VINHO NA VEIA


Muito se fala sobre o vinho e a saúde e de tempos em tempos nos deparamos com notícias na TV, artigos em revistas ou na internet falando sobre mais alguma propriedade encontrada no vinho que, por vezes, dizem ser até milagrosa.
É fato que o vinho faz bem ao organismo, principalmente pela presença dos polifenóis, que são substâncias produzidas naturalmente pelos vegetais e servem como armas de defesa das plantas e estão presentes especialmente nas cascas e sementes das uvas.
Atualmente, o polifenol mais citado no mundo do vinho tem sido o resveratrol (ou transresveratrol). Várias pesquisas acadêmicas demonstram que este composto possui ação de proteção contra diversos tipos de cânceres. Só aí já é válido comemorar.
Além disso a ingestão de vinho ajuda na circulação do sangue e consequentemente a prevenir doenças cardíacas e respiratórias. Alguns vinhos possuem mais resveratrol do que outros, que estão presentes na bebida através dos taninos. Há indícios de que os vinhos feitos com a uva Tannat tenham essa vantagem.
Os benefícios para a saúde não param por aí e é possível elencar vários outros, mas mais importante do que isso é entender como deve ser consumido esse vinho para que ele realmente faça bem. Médicos recomendam uma taça (mas é uma taça mesmo, e pequena) de vinho no almoço e outra no jantar. Mesmo com o álcool presente - que inclusive já existem estudos tentando provar que ele faz bem em quantidades pequenas - o vinho consumido nesta quantidade pode ajudar a curar diversos males e prevenir outros tantos.
Então já sabe: para fazer bem, beba pouco. E não vale acumular as taças da semana e beber 1 garrafa inteira de uma só vez no final de semana, pois com certeza o efeito não será o mesmo.

Daniel Perches é publicitário e blogueiro. Tem um programa chamado Desafio ao Vinho e uma feira de vinhos chamada Encontro de Vinhos. Já fez vários cursos como o curso básico da ABS, WSET e também o curso de Sommelier da FISAR.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Posso levar meu vinho no restaurante?


VINHO NA VEIA


Imagine a cena: você está se preparando para ir jantar com a sua família e aí lembra que tem um vinho especial guardado para um momento feliz como esse. Depois de verificar que a garrafa está ainda lá (sim, porque você pode já ter bebido e não lembrar) você se pergunta: Posso levar essa garrafa no restaurante?

A resposta é: depende!

Depende do restaurante, depende do vinho, depende do tipo de jantar, enfim, depende de muitos fatores que são importantes serem pensados.

Antes de passarmos à frente, vamos combinar uma coisa: só pense em levar vinhos realmente especiais para os restaurantes, ok? Aquela garrafa que você pagou barato no supermercado e que está atrapalhando no seu armário não vale. Os restaurantes se esforçam para manter boas cartas de vinhos, profissionais especializados e utensílios como taças em perfeito estado e isso merece reconhecimento.

Alguns restaurantes (a maioria, para falar a verdade) cobram uma taxa, que é comumente chamada de "rolha".  É um valor cobrado na sua conta, que serve para cobrir os custos do trabalho dos profissionais e da estrutura que eu acabei de mencionar acima.

O valor da rolha pode variar muito. Eu já vi restaurantes que cobravam 10 reais e também já vi (em São Paulo) alguns cobrando R$ 90 para você entrar com a sua garrafa.

É importante ligar antes, tanto para evitar surpresas desagradáveis para ambas as partes quanto para preparar o restaurante para receber o seu vinho.  Se for branco ou espumante, é melhor que esteja já gelado, senão você vai ficar esperando muito tempo.

É possível também tentar negociar. A maioria dos restaurantes entende quando é uma ocasião especial ou o vinho é muito especial. Converse numa boa com o Maitre (por telefone, antes).

E por fim, uma estratégia que eu sempre uso: quando eu levo o meu vinho, eu sempre peço também um vinho da casa, para prestigiar o trabalho deles. Assim ficam todos felizes, mas isso é claro que precisa ser feito quando você está com mais pessoas na mesa.

Seguindo essas regras, você poderá desfrutar de seu vinho no restaurante sem stress. E sempre com moderação.

Daniel Perches é publicitário e blogueiro. Tem um programa chamado Desafio ao Vinho e uma feira de vinhos chamada Encontro de Vinhos. Já fez vários cursos como o curso básico da ABS, WSET e também o curso de Sommelier da FISAR.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Os Mitos do Vinho: o melhor vinho é aquele que a gente gosta

VINHO NA VEIA


Hoje vamos falar de mais um mito do vinho, agora sobre gosto e qualidade. Se você é daqueles que gosta de vinho doce, daqueles de mesa, ou se compra vinhos mais baratos e tem dúvida sobre a qualidade deles, provavelmente já escutou essa frase, principalmente vinda de um "expert": "Vinho bom é o vinho que você gosta".
Isso não é verdade e provavelmente seu amigo está falando isso só para te agradar. A qualidade de um vinho pode sim ser atestada e aferida com critérios técnicos, que em geral é feito através de degustações às cegas (sem saber qual é o rótulo degustado) por especialistas ou até mesmo por análises químicas, essas para se verificar a qualidade do composto, o que nem sempre reflete qualidade olfativa e gustativa.
Ou seja, existe vinho bom e vinho ruim. O que acontece é que você pode gostar de um vinho que não é tão bom qualitativamente. E tudo bem, afinal de contas estamos falando de gosto pessoal (e eu não estou falando isso só para manter a amizade).
Em geral isso se passa com as pessoas que estão começando a beber vinho e começam pelos mais baratos. Enquanto a sua gama de conhecimento de sabores, aromas e complexidade dos vinhos é menor, você pode perceber algo interessante em um vinho que não tem tanta qualidade. Mas isso não quer dizer que ele seja bom.
Caso você queira se aprofundar no mundo dos vinhos, o legal mesmo é ir provando e entendendo o que tem de bom (e de ruim) em cada vinho e ir anotando. Você vai criando um padrão pessoal e depois pode ir confrontando com os padrões dos especialistas. Aí sim tirar suas próprias conclusões, mas sempre sabendo que a qualidade, na maioria das vezes, é incontestável.

Daniel Perches é publicitário e blogueiro. Tem um programa chamado Desafio ao Vinho e uma feira de vinhos chamada Encontro de Vinhos. Já fez vários cursos como o curso básico da ABS, WSET e também o curso de Sommelier da FISAR.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O vinho da missa

VINHO NA VEIA


Em tempos de novo Papa, fala-se muito sobre as grandes cerimônias da Igreja Católica, que independente de posição religiosa ou até política, são muito bem organizadas e bonitas de se ver.
E uma delas, talvez a mais importante, seja a hora da eucaristia, quando o Padre pega a hóstia, molha no vinho e come, simbolizando a comunhão com o corpo e o sangue de Cristo.
Mas você já se perguntou qual é o vinho que o Padre usa? Será que é vinho mesmo?
Pode ficar tranquilo porque é vinho sim, mas provavelmente um tipo de vinho que você nunca tenha bebido, apesar de ser possível comprar em diversos lugares. Não há um vinho "oficial" da Igreja Católica no Brasil, mas em geral trata-se de um vinho complementado com um pouco de açúcar e com álcool, porque como ele é consumido em pequenas quantidades (e os Padres provavelmente não têm acessórios para conservação dos vinhos), ele precisa durar mais tempo que o normal. E é aí que o açúcar e o álcool entram, para conservar.
É um vinho "normal", mas que por conta desses componentes, ele fica mais adocicado.
Há vinhos como o Canônico, que é produzido pela Salton, que é um dos homologados pela Igreja Católica, mas existem outros que também são usados. E claro que, num país continental com o é o Brasil, é praticamente impossível ter o mesmo vinho em todo lugar, então pode ser que o Padre da sua Igreja use outro vinho.
Mas não é só de vinho que vive a Igreja Católica. Você sabia que o Champagne foi inventado por um monge? Sim, mas isso é assunto para o próximo post.

Daniel Perches é publicitário e blogueiro. Tem um programa chamado Desafio ao Vinho e uma feira de vinhos chamada Encontro de Vinhos. Já fez vários cursos como o curso básico da ABS, WSET e também o curso de Sommelier da FISAR.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Quanto tempo um vinho demora para ficar pronto?

VINHO NA VEIA

Você já deve ter reparado que praticamente todas as garrafas de vinho têm o ano impresso no rótulo, certo? Aquele ano é referente à colheita e não ao ano que o vinho chegou ao mercado. Sim, porque há vinhos que são guardados para serem colocados à venda depois de alguns anos, pois ficam em barris de carvalho ou até mesmo na garrafa, descansando antes de ir para o consumidor.
No hemisfério sul a colheita é feita entre fevereiro e abril e no hemisfério norte é feita entre julho e setembro. Depois de colhidas, as uvas vão para a fermentação e o tempo até virarem vinho é de aproximadamente 2 a 3 meses. Depois disso os enólogos (os criadores dos vinhos) começam a fazer suas transformações, adicionando vinhos de outras uvas (os chamados vinhos de corte), colocando em barris ou barricas de carvalho ou deixando nos tanques de aço inox onde foi fermentado, para descansar alí mesmo.
Em geral o vinho é liberado para o mercado no ano seguinte, mas alguns mais especiais podem ficar guardados por até 5 anos na vinícola, para que cheguem ao ponto ideal de consumo para depois serem vendidos.
Aproveitando a carona, vamos a uma dica: os vinhos brancos (exceto alguns especiais, e caros) devem ser consumidos jovens. Procure sempre um que seja do ano anterior e desconfie de vinhos brancos com mais de 3 anos. Já os tintos podem ser guardados por um tempo maior, mas ainda assim não passe dos 5 anos, a não ser que conheça o vinho ou seja orientado por um profissional. Caso contrário você estará fazendo um belo estoque de vinagre em casa.

Daniel Perches é publicitário e blogueiro. Tem um programa chamado Desafio ao Vinho e uma feira de vinhos chamada Encontro de Vinhos. Já fez vários cursos como o curso básico da ABS, WSET e também o curso de Sommelier da FISAR.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Mitos do Vinho: Quanto mais velho melhor?

VINHO NA VEIA


Você provavelmente já ouviu essa história de que "vinho bom é vinho velho" ou algo parecido, não? Esse é um mito que eu ouço há muito tempo e recebo muitas perguntas deste tipo, principalmente por pessoas que encontraram vinhos velhos guardados nas coisas de pais ou avós que faleceram, por exemplo, e acreditam ter uma fortuna nas mãos.
Feliz ou infelizmente, não é bem assim. Guardar vinhos para que envelheçam e tornem-se melhores (e mais caros) é algo que requer conhecimento e um pouco de dinheiro.
De toda a produção mundial de vinho, somente em torno de 5% é feita com o objetivo de envelhecimento longo (mais de 10 anos). Os 95% que restam são para consumo imediato, e por imediato entenda-se de 1 a 5 anos a contar a partir da safra, que vem sempre escrita no rótulo.
Os grandes vinhos, esses que envelhecem, são produções muito pequenas das vinícolas e são tratados como bebês quando produzidos. Prensas especiais, tratamento das uvas nos vinhedos, barricas de alta qualidade e muita precisão do enólogo na elaboração são apenas alguns dos cuidados que se tem ao fazer esses vinhos.
Se você quer montar uma adega que tenha vinhos antigos, é bom sempre consultar um especialista, que você pode encontrar nas lojas de vinhos ou nas importadoras.
E para não errar, abaixo tem uma pequena tabela para você saber se está comprando a safra certa do seu vinho. E atenção aos brancos e rosés, que são ainda mais delicados e o melhor mesmo é que seja sempre da última safra (a mais próxima do ano que está comprando).

Vinhos brancos e rosés- até 2 anos
Vinhos Tintos - até 5 anos
Vinhos de Sobremesa - de 3 a 5 anos

Mas se você encontrou um vinho que acredita se uma raridade lá nos escondidos de seu bisavô, não hesite. Pergunte a um profissional, pois pode ser que você tenha uma jóia nas mãos.


Daniel Perches é publicitário e blogueiro. Tem um programa chamado Desafio ao Vinho e uma feira de vinhos chamada Encontro de Vinhos. Já fez vários cursos como o curso básico da ABS, WSET e também o curso de Sommelier da FISAR.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Vinho Rosé. É bom e tem qualidade. Já provou?

VINHO NA VEIA


Com um mercado formado na sua grande maioria por vinhos tintos e o restante sendo dividido entre todas as outras categorias, o vinho rosé tem uma fatia realmente muito pequena. Se colocar em um gráfico de consumo, ele não vai nem aparecer, de tão pouco que se bebe por aqui.

E parte desse baixo consumo se deve a um pouco de preconceito, pois ainda é comum ouvir por aí que "vinho rosé é feito com vinho tinto misturado com vinho branco" ou "vinho rosé é um vinho mais simples"

O que podemos contar aqui é que essas duas afirmações não são verdadeiras (para nossa felicidade, é claro). Para começar, é preciso entender: vinho rosé é vinho rosé. Não tem mistura com vinho branco para que ele fique clarinho. Todo vinho rosé é feito com uvas tintas. O que dá a cor ao vinho é o tempo que ele fica em contato com a casca. No caso dos tintos, elas ficam por semanas (e até meses, se quiserem) dentro dos tanques fermentando. Já para os rosés, esse tempo é reduzido a horas e no máximo dias.

Agora sobre a qualidade, também não é certo falar que os vinhos rosés são mais simples e acredito que isso venha por conta de sua cor, principalmente proferido por aqueles que pensam que "vinho bom é aquele que tinge os dentes". O Rosé é um vinho delicado, leve e fresco e a intenção do produtor é essa mesma. Ou seja, ele quis um vinho mais leve e não foi falta de potência que originou essa característica.

Principalmente no calor, o rosé é uma ótima opção exatamente pelo seu frescor e por ser bebido mais frio (na mesma temperatura dos brancos, em torno dos 7 ou 8 graus). É possível encontrar bons vinhos rosés de diversas nacionalidades, até brasileiros. Os mais famosos são da França, da região da Provence.

Experimente provar um bom vinho rosé em um final de tarde, acompanhado de alguns aperitivos leves também e veja se não é uma excelente pedida.

Saúde.

Daniel Perches é publicitário e blogueiro. Tem um programa chamado Desafio ao Vinho e uma feira de vinhos chamada Encontro de Vinhos. Já fez vários cursos como o curso básico da ABS, WSET e também o curso de Sommelier da FISAR.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Peixe com vinho tinto pode?

VINHO NA VEIA


Quando se fala em harmonização de comida com vinho, encontramos muito mais mitos do que verdades. Um deles é que "peixe tem que ser harmonizado com vinho branco".

Mas como fazer se você adora comer um bom robalo, mas só tem uma garrafa de Cabernet Sauvignon em casa? Ou se, mesmo tendo uma boa garrafa de Chardonnay, prefere beber o seu vinho tinto?

Para deixá-lo mais tranquilo, vamos adiantar a resposta: pode sim! É possível harmonizar (e bem) peixes com vinhos tintos.  E não tem nenhuma mágica e também não são necessários anos de estudo para entender.

Para essa harmonização (e todas, na verdade), o importante é saber qual é o vinho que melhor combina com o ingrediente predominante. E para fazer o seu peixe combinar com o seu vinho tinto, o que você precisa fazer é ter um bom molho que tenha um pouco de gordura, de acidez e adstringência, como por exemplo um molho de tomate.

O molho vai aportar sabores fortes que poderão combinar, por exemplo, com um Merlot mais leve. Se você acrescentar um pouco de pimenta é possível combinar até com um Cabernet Sauvignon.

Fácil, não? E aproveitando a dica, fique atento, porque se você resolver fazer um peixe assado com batatas e abrir um bom Malbec, o risco de você ficar com um gosto metalizado na boca é bem grande. Mas ainda assim, o que vale sempre é o gosto pessoal.

E para não esquecer, aí vai uma colinha para guardar algumas harmonizações com molhos comuns.

Molho Tipo de vinho                   Exemplo
Queijo Branco forte                  Chardonnay
Funghi Tinto médio                          Vinho português do Alentejo
Tomate Tinto com boa acidez Cabernet Sauvignon jovem

Gostou? Em breve voltamos com mais harmonizações.


Daniel Perches é publicitário e blogueiro. Tem um programa chamado Desafio ao Vinho e uma feira de vinhos chamada Encontro de Vinhos. Já fez vários cursos como o curso básico da ABS, WSET e também o curso de Sommelier da FISAR.



sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Entenda o que são os vinhos Supertoscanos

VINHO NA VEIA


Você já viu alguém falar sobre vinhos Supertoscanos? Esses vinhos estão na moda e têm uma história interessante que vale a pena ser conhecida (e melhor ainda se puder ter um vinho desses enquanto lê esse artigo).
A região da Toscana, no coração da Itália, é uma das mais famosas na produção de vinho. É de lá que vem inclusive os Chianti, vinhos leves e frescos que combinam perfeitamente com uma boa massa com molho vermelho.
Nesta região, como em todas as outras, há regulamentações para a produção dos vinhos. É preciso seguir  regras de plantio e de vinificação para poder ter o nome da região impresso no rótulo do vinho (o que de certa forma, atesta qualidade).  E na Toscana, especificamente, as uvas permitidas são poucas e praticamente todas locais, como a Canaiolo, Colorino, Sangiovese. Diferentes, não? Se você ainda não provou um vinho de lá, não perca tempo e busque um para ver como são bons.
Mas há alguns anos, produtores de alta qualidade começaram a querer plantar uvas mais internacionais como a Cabernet Sauvignon, Syrah, etc. Plantar pode, só não pode colocar no vinho. E começou a briga. O Consorcio regulamentador falou que eles até poderiam usar nos vinhos, mas esses seriam classificados como IGT, o que pode ser comparado a grosso modo, a um vinho de mesa, obviamente desqualificando os vinhos.
E os produtores toparam o desafio e fizeram os vinhos, e eles ficaram muito bons. Aliás, até melhores do que muitos feitos só com as uvas locais.
Não tiveram dúvidas e mantiveram seus vinhos rotulados com o tal do IGT (Indicação Geográfica Típica), mas em um bom golpe de marketing, deram o nome de "Supertoscanos", o que poderia ser uma analogia a um vinho "bombado".
A idéia pegou e depois de algumas degustações às cegas por especialistas, os vinhos foram aclamados como realmente muito bons. E hoje eles custam até mais caro do que os tradicionais.
Gostou? Então que tal fazer uma degustação com um vinho Chianti e um Supertoscano para comparar as diferenças? Aí você também escolhe o seu tipo.

Daniel Perches é publicitário e blogueiro. Tem um programa chamado Desafio ao Vinho e uma feira de vinhos chamada Encontro de Vinhos. Já fez vários cursos como o curso básico da ABS, WSET e também o curso de Sommelier da FISAR.


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Dicas para conservar melhor o seu vinho

VINHO NA VEIA


Existe um comportamento praticamente uniforme nas pessoas que começam a se interessar mais pelos vinhos, que é o de querer ter uma adega em casa. Seja ela climatizada, natural ou simplesmente um móvel que passa a receber seus vinhos, é legal ter algumas garrafas em casa para aquela ocasião especial, ou simplesmente para ter opções no dia-a-dia e não precisar sair correndo comprar uma garrafa enquanto alguém fica cozinhando no final de semana.
Mas alguns cuidados são importantes e vale a pena ficar atento a eles, pois ninguém quer abrir uma garrafa e ver que o vinho está estragado, não é mesmo?

Vamos a alguns pontos:

- Mantenha sempre os vinhos em local fresco e seco, longe da luz
A luz natural é prejudicial ao vinho. Além de esquentar as garrafas, o que vai alterar a composição do vinho, ela favorece a oxidação. Por isso prefira um canto mais fresco da sua casa, que nunca bata sol.

- Guarde as garrafas deitadas
O contato do líquido com a rolha faz com que ela permaneça úmida. Uma rolha seca começa a esfarelar e além de quebrar facilmente na hora de abrir, ela permite a passagem de ar, oxidando o vinho rapidamente.

- Mantenha o lugar limpo
Não se iluda, aquelas garrafas super empoeiradas que você vê em filmes ou em caves das vinícolas estão sendo cuidadas. Deixar poeira acumular em cima das garrafas pode trazer um ambiente propício a fungos, que podem entrar nas rolhas e estragar seus vinhos. Garrafas brilhando também são muito bonitas.

Com essas dicas simples, você tem maior chance de beber seu vinho tranquilamente, sem se preocupar de ter guardado uma coleção de vinagres em casa.

Daniel Perches é publicitário e blogueiro. Tem um programa chamado Desafio ao Vinho e uma feira de vinhos chamada Encontro de Vinhos. Já fez vários cursos como o curso básico da ABS, WSET e também o curso de Sommelier da FISAR.

sábado, 2 de novembro de 2013

Quando devolver o vinho no restaurante?

VINHO NA VEIA


Você já foi a um restaurante e sentiu vontade de devolver o vinho? Ou já viu alguém fazendo isso? Vamos hoje falar sobre esse assunto que pode ser polêmico e até causar constrangimentos.

É possível sim devolver o vinho, mas para isso é preciso que se observe duas situações bem específicas:

Vinho estragado – A rolha utilizada pode ter contraído uma espécie de doença e ter contaminado o vinho. Detectar um vinho estragado não é muito difícil. Ele vai exalar um aroma de pano velho molhado que vai se intensificar a cada instante, tornando o vinho insuportável de ser bebido.

Vinho oxidado / avinagrado - Isso não é propriamente um defeito do vinho, mas sim um efeito de um armazenamento errado. 
O vinho oxidado tem aroma e sabor de ferrugem (não que eu tenha comido ferrugem algum dia, mas dá pra imaginar pelo aroma). Já o vinho avinagrado não precisa nem de muita explicação. É só se lembrar daquela salada temperada em casa. 

Se uma dessas situações acontecer com você, chame o Sommelier ou o Maitre e peça para ele verificar o vinho. Dependendo de como estiver o vinho, eles terão que provar um pouco. Se estiver realmente estragado, ele trocará por uma outra garrafa igual, sem nenhum custo para você.

Mas note bem: não gostar do vinho não é razão para devolvê-lo. Alguns restaurantes aceitam a troca por consideração ao cliente, mas isso não é correto. 

E aqui cabe um dado estatístico: hoje em dia, menos de 1% dos vinhos estragam. Ou seja, não é fácil encontrar vinho estragado.
Pense nisso antes de querer impressionar seus amigos ou parceiro(a). Se tiver dúvida na escolha, peça ajuda antes de ordenar uma garrafa e depois devolvê-la.

Daniel Perches é publicitário e blogueiro. Tem um programa chamado Desafio ao Vinho e uma feira de vinhos chamada Encontro de Vinhos. Já fez vários cursos como o curso básico da ABS, WSET e também o curso de Sommelier da FISAR.


sábado, 26 de outubro de 2013

Churrasco combina com vinho?

VINHO NA VEIA


Quando pensamos em churrasco, com certeza vem à nossa mente os amigos ou a família reunidos, boas carnes e bastante animação, não é mesmo?
E quando falamos em bebida, seguramente a maioria já pensa naquela boa e velha cerveja gelada para acompanhar. Claro, afinal de contas, estamos no país da cerveja.
Mas temos que contar um segredo para você, amigo leitor, sobre essa combinação "picanha e cerveja" que você tanto gosta. Ela só funciona porque a sua cerveja está muito gelada e você não vai sentir muito sabor nela. É assim que funciona, até porque a cerveja é amarga e seus ingredientes, por mais que a sua carne esteja bem temperada, não vão combinar com o sal que está lá.
Mas é claro que aqui estamos sendo basicamente técnicos e que gosto não se discute. Só queremos avisar você sobre um fato! :)
E para não deixá-lo triste com a notícia, vamos te contar uma outra coisa bem legal: churrasco combina, e muito bem, com vinho.
O vinho tinto, por conta de sua composição (taninos, etc.) tem a propriedade de "lavar" a sua boca depois de você comer um pedaço de carne. Isso vai te trazer uma sensação saborosa, que é o princípio da harmonização.
Um bom vinho tinto, que pode ser um Malbec, ou um Tannat, vão combinar perfeitamente com aquela picanha ou até mesmo com outros cortes como ojo de bife, costela, etc.
Como você já percebeu, estamos aqui defendendo o vinho para o seu churrasco, então aproveitando, que tal começar a receber o pessoal com um bom espumante ou vinho branco? Eles vão combinar com aqueles petiscos de início, como a linguiça, coração e até o queijo coalho.
Viu? Dá para ter vinho no seu churrasco e pode ser que você até goste mais do que a cerveja. Quem sabe?

Daniel Perches é publicitário e blogueiro. Tem um programa chamado Desafio ao Vinho e uma feira de vinhos chamada Encontro de Vinhos. Já fez vários cursos como o curso básico da ABS, WSET e também o curso de Sommelier da FISAR.


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Espumantes do começo ao fim

VINHO NA VEIA


Quem é que nunca viu aquela imagem do campeão da Fórmula 1 subindo no podium, pegando aquela garrafa enorme de champagne e chacoalhando pra cima dele e de todo mundo, em uma grande festa? E nas festas de final de ano, quando soam as doze badaladas, que atire a primeira rolha quem nunca estourou um espumante e deu uma de Ayrton Senna.

No Brasil temos uma associação muito forte da imagem dos espumantes (e Champagnes) com momentos de comemoração. E não está errado. Esses vinhos borbulhantes combinam sim, e muito bem, com uma boa comemoração, apesar de não ser muito recomendado ficar fazendo chuva de espumante por aí.

Mas não é só na comemoração que os espumantes são bons companheiros. Eles podem fazer parte de todos as harmonizações da refeição, justamente pela sua versatilidade de compatibilização com os alimentos.
Um espumante leve e com bastante aroma de frutas e flores, como os Cremant d'Alsace são uma boa pedida para receber os convidados e servir junto com canapés, patês, pães e salgadinhos. 

Depois de todos estarem prontos para começar a refeição, você pode partir para um Brut um pouco mais encorpado que possa acompanhar a salada, que eventualmente tenha frutos do mar. Que tal um Champagne mais leve? Provavelmente vai combinar muito bem com camarões grelhados, lulas e polvos, por exemplo.

E quando chegar a vez do prato principal é a hora de colocar na mesa aquele seu espumante Rosé, que por ter um pouco mais de taninos e corpo, vai seguramente bem com uma carne bovina, suína ou até mesmo um Cassoulet, por que não?

Depois de toda essa festa e de pensar que a versatilidade dos espumantes acabou, vem a sobremesa. E para isso, é claro que há um tipo para harmonizar. Os espumantes doces, como os feitos com a uva Moscatel, vão muito bem com sorvetes, saladas de frutas ou até mesmo com uma combinação simples e muito saborosa: com a própria uva moscatel, que você pode encontrar em feiras.

Deu para ter uma idéia de quanta coisa dá para harmonizar com eles? Então agora é só preparar aquela sua reunião com os amigos, encher a adega e aproveitar. Se tiver algo para comemorar, melhor ainda. Senão a amizade já é um ótimo motivo.

Saúde

Daniel Perches é publicitário e blogueiro. Tem um programa chamado Desafio ao Vinho e uma feira de vinhos chamada Encontro de Vinhos. Já fez vários cursos como o curso básico da ABS, WSET e também o curso de Sommelier da FISAR.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Decantar o vinho é mesmo necessário?

VINHO NA VEIA


Se você gosta de vinho e já se aprofundou um pouco no tema, já deve ter ouvido, e visto, muita gente falando sobre decantar, ou não, o vinho.
Decantar nada mais é do que passar o vinho da garrafa para um recipiente, em geral um decanter, para separar os resíduos que ficam no fundo do líquido. Outra função importante da decantação é a aeração. Quando o vinho entra em contato com o ar, ele começa a evoluir mais rápido, liberando mais aromas.
É sim uma atividade importante, mas não é preciso entrar em pânico se não tiver um decanter em casa, pois você não terá um vinho prejudicado se ele não passar por esse processo.
Então afinal, qual vinho deve ser decantado/aerado?
A princípio, os vinhos tintos mais antigos são os mais beneficiados com esse processo, mas estamos falando de grandes vinhos. Aquele vinho de garrafão que seu avô guardou por 30 anos não vai mudar nada se passar horas lá descansando no seu novo decanter.
Não que não deva decantar brancos, rosés ou até espumantes, mas esses sim, só alguns, muito especiais, é que vão ter alguma evolução neste processo.
Mas se mesmo assim você quer usar o seu utensílio, que tal colocar aquele vinho super potente ou até alcoólico para decantar um pouco? Esse processo vai ajudar a sair um pouco o álcool excessivo e torná-lo mais fácil de ser bebido.
E se você não sabe como fazer, é simples: despeje toda a garrafa dentro do decanter e gire-o por alguns minutos, para que ele possa circular bem dentro do recipiente. Depois deixe descansando por mais alguns minutos e aproveite.

Daniel Perches é publicitário e blogueiro. Tem um programa chamado Desafio ao Vinho e uma feira de vinhos chamada Encontro de Vinhos. Já fez vários cursos como o curso básico da ABS, WSET e também o curso de Sommelier da FISAR.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Como identificar se um espumante é doce ou seco?

VINHO NA VEIA


Se você gosta de espumante, seja para comemorar uma conquista, em uma festa ou simplesmente para apreciar, já deve ter se deparado com essa dúvida. É comum encontrar palavras como "Brut", "Extra-Brut", "Demi-Sec" e outras nos rótulos, mas praticamente nunca encontramos a identificação da doçura do espumante.
Então para facilitar as coisas, vamos a um guia rápido para tirar suas dúvidas e ajudá-lo a escolher o melhor espumante para cada ocasião e gosto.

Brut
É o espumante seco. Ele pode ter uma pequena variação de doçura, dependendo de quais uvas são usadas, mas é sempre seco.

Extra-Brut
É mais seco que o Brut. Esse é daqueles que a gente sente bem a acidez. Pode ser servido de entrada, mas pode também ser usado em um almoço com uma comida mais gordurosa.

Nature
É um espumante seco, que não tem nada de açúcar.

Demi-Sec
Apesar de ter o "Sec" no nome, não é seco. É doce. Serve bem para acompanhar sobremesas.

Dulce
Esse é o mais fácil de identificar. É doce mesmo, e bem doce. Esse é para quem realmente gosta de ficar com aquele sabor mais melado na boca depois de beber.

Melhorou? Agora você já pode ir comprar o seu espumante sabendo o que vai trazer para casa e não vai ter surpresas que só descobrirá ao sacar a rolha.


Daniel Perches é publicitário e blogueiro. Tem um programa chamado Desafio ao Vinho e uma feira de vinhos chamada Encontro de Vinhos. Já fez vários cursos como o curso básico da ABS, WSET e também o curso de Sommelier da FISAR.